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Power Platform para definir controles de acesso baseados em funções

Luiz Antonio Sgargeta
- Sócio fundador e CEO da Trinapse, IA aplicada, Microsoft 365 e Power Platform
· 3 min de leitura
TRINAPSE - 18 - Power Platform para definir controles de acesso baseados em funções

Os controles de acesso baseados em funções (RBAC – Role-Based Access Control) são essenciais para garantir a segurança e a conformidade no gerenciamento de dados e funcionalidades dentro de uma organização. A Power Platform da Microsoft, composta por ferramentas como Power Apps, Power Automate, Power BI e Dataverse, oferece funcionalidades robustas para implementar RBAC. Este artigo apresenta um guia prático para configurar e gerenciar controles de acesso baseados em funções utilizando a Power Platform.

1. Componentes Fundamentais da Power Platform

Antes de iniciar a implementação do RBAC, é importante entender os principais componentes da Power Platform:

  • Power Apps: Ferramenta para criação de aplicativos personalizados.
  • Power Automate: Plataforma para automação de fluxos de trabalho.
  • Power BI: Solução para criação de relatórios e painéis interativos.
  • Dataverse: Plataforma de dados centralizada que permite gerenciar dados e configurar segurança em nível granular.

O Dataverse é o elemento central para implementar RBAC, pois ele permite configurar permissões e funções de segurança de forma detalhada.

2. Configuração de Funções no Dataverse

O Dataverse possibilita a criação e a gestão de funções que controlam o acesso às tabelas, linhas e colunas de dados.

 Passos para Criar Funções no Dataverse:

  • Acessar Configurações de Segurança:
    • No Power Platform Admin Center, navegue até Configurações > Segurança > Funções de Segurança.
  • Criar ou Modificar uma Função de Segurança:
    •    Configure permissões para acesso às tabelas e colunas.
    •    Defina o escopo de acesso:
    •    Usuário: Apenas dados criados pelo próprio usuário.
    •    Equipe/Unidade: Dados pertencentes à equipe ou unidade organizacional do usuário.
    •    Organização: Todos os dados dentro da organização.
  • Atribuir Funções aos Usuários:
    • Associe funções a usuários ou equipes para aplicar os controles de acesso.

3. Implementação no Power Apps

No Power Apps, é possível usar as funções configuradas no Dataverse para personalizar a experiência do usuário com base em sua função.

 Técnicas para Implementar RBAC no Power Apps:

  • Filtrar Dados com Base na Função:
    •  Configure permissões no Dataverse para limitar o acesso aos dados exibidos no app.
    •  Use expressões como `If()` ou `Switch()` para modificar a interface com base na função do usuário.
  • Gerenciar Visibilidade de Componentes:
    •  Utilize a propriedade `Visible` dos controles no app.
    •  Exemplo de configuração: `If(User().Email in AdminList, true, false)`.

4. Configuração de Controles no Power Automate

No Power Automate, é possível criar fluxos que respeitem as permissões definidas no Dataverse.

 Exemplo de Controle no Power Automate:

  • Configure condições que verificam a função do usuário antes de executar uma ação sensível.
  • Exemplo: Bloquear ações administrativas para usuários sem permissão de “Admin”.

5. Implementação de Segurança no Power BI

O Power BI oferece o recurso de Segurança em Nível de Linha (RLS) para controlar a visualização de dados com base nas funções dos usuários.

 Passos para Configurar RLS no Power BI:

  • Criar Funções no Power BI Desktop:
    • Use DAX para definir regras de segurança em nível de linha.
  • Publicar no Power BI Service:
    • No Power BI Service, atribua usuários às funções criadas.
  • Validar Configuração:
    • Utilize a opção de “Visualizar Como” para verificar se as permissões estão funcionando corretamente.

Exemplo Prático de Implementação

Imagine um aplicativo de gestão de projetos com os seguintes níveis de acesso:

  • Admin: Pode acessar todos os dados e gerenciar usuários.
  • Gerente: Visualiza projetos da sua equipe e aprova tarefas.
  • Colaborador: Visualiza apenas as tarefas atribuídas a ele.

 Etapas de Implementação:

  • Criar tabelas no Dataverse para Projetos e Tarefas.
  • Definir funções de segurança no Dataverse:
    • Admin: Acesso total.
    • Gerente: Acesso limitado por unidade.
    • Colaborador: Acesso restrito por usuário.
  • Configurar o Power Apps para exibir dados de acordo com a função do usuário.
  • Usar o Power Automate para permitir aprovações somente para Gerentes.
  • Aplicar RLS no Power BI para limitar a visualização de relatórios por função.

Conclusão

A Power Platform oferece recursos poderosos para implementar controles de acesso baseados em funções, garantindo segurança e conformidade. Com uma combinação eficaz de Dataverse, Power Apps, Power Automate e Power BI, é possível criar soluções robustas que atendam às necessidades da sua organização, protegendo dados e funcionalidades de maneira eficiente.

Veja também nosso artigo sobre Como adotar o Power Platform para gerenciamento de TI.

Luiz Antonio Sgargeta
Sócio fundador e CEO da Trinapse, IA aplicada, Microsoft 365 e Power Platform

Luiz Antonio Sgargeta é sócio fundador e CEO da Trinapse, consultoria brasileira de Microsoft 365 com quase duas décadas de operação, acumula mais de 20 anos em desenvolvimento de software e em ambientes corporativos de alta complexidade.

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Trabalha com SharePoint desde o SharePoint Portal Server 2003 e com .NET desde a versão 1.0. Acompanhou a plataforma em todas as suas reinvenções, do portal de documentos on-premises ao SharePoint Online dentro do Microsoft 365, o que dá a ele uma leitura rara sobre o que muda de verdade e o que é apenas nome novo para o mesmo problema.

No início da carreira atuou em uma das maiores operações de e-commerce do país, em sistemas que não toleram degradação de performance nem indisponibilidade, essa origem definiu o critério que ele aplica até hoje: solução boa é a que sustenta volume real, integra com o legado que já existe e não quebra no pico.

Depois disso, passou por praticamente todo tipo de projeto corporativo, de portais e intranets de milhares de usuários a integrações críticas e automação de processos de ponta a ponta, sempre em grandes empresas e em desafios de alta exigência.

A marca do trabalho dele é a tradução entre tecnologia e negócio, levanta a necessidade real por trás do pedido do cliente, questiona o processo antes de automatizá-lo e desenha a solução pelo resultado esperado, não pela ferramenta disponível, é o que permite conversar com a diretoria sobre retorno e com o time técnico sobre arquitetura na mesma reunião.

Hoje lidera a frente comercial e estratégica da Trinapse e conduz a empresa no novo ciclo da inteligência artificial, com foco em agentes de IA e operação de processos assistida por IA para cooperativas de crédito, agronegócio e indústria. Escreve no blog da Trinapse desde 2019, com mais de 450 artigos sobre IA, SharePoint, Power Platform, Modern Workplace e transformação de processos, sempre a partir de projeto entregue e não de teoria.

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