Como usar Copilot para diagnosticar problemas em automações

Neste artigo, você verá como usar o Copilot de forma prática e responsável para identificar e corrigir problemas de performance em automações — especialmente em Power Automate, Power Apps e integrações Microsoft.
O problema real: automações lentas não escalam
Em ambientes corporativos, os problemas mais comuns são:
- Fluxos que funcionam, mas demoram demais
- Power Automate com:
- Loops desnecessários
- Conectores repetidos
- Consultas mal filtradas
- Power Apps com:
- Fórmulas pesadas no OnStart
- Delegação ignorada
- Requisições em cascata
- Ausência total de logs, métricas ou tratamento de erro
O desafio não é apenas corrigir, mas entender onde está o gargalo. É aqui que o Copilot entra como assistente técnico — não como decisor.
1: identificar sinais claros de problema de performance
Antes de usar Copilot, capture evidências reais:
- Histórico de execução do Power Automate
- Tempo médio por ação
- Fluxos com falha intermitente
- Reclamações do negócio (“está lento”, “trava às vezes”)
Somente depois disso o Copilot fará sentido.
2: usar Copilot para analisar a estrutura do fluxo
Exemplo de prompt eficaz
“Analise este fluxo do Power Automate e identifique possíveis gargalos de performance. Considere loops, conectores repetidos e consultas ineficientes.”
Cole:
- A lógica geral do fluxo
- A sequência de ações
- O tipo de gatilho e conectores usados
O que o Copilot normalmente aponta
- Uso excessivo de Apply to each
- Ações dentro de loops que poderiam ser executadas fora
- Conectores chamados múltiplas vezes para o mesmo dado
- Falta de filtros na origem (ex: Get items sem OData)
Passo 3: diagnosticar loops e controles de repetição
Loops são o principal vilão de performance.
Use o Copilot para perguntas objetivas:
“Este Apply to each é necessário ou pode ser substituído por uma ação única?”
“Como reduzir iterações neste fluxo sem alterar a regra de negócio?”
Correções comuns sugeridas
- Substituir Apply to each por:
- Filtros no Get items
- Ações agregadas
- Mover ações estáticas para fora do loop
- Usar variáveis ao invés de múltiplas consultas
Passo 4: analisar conectores e chamadas externas
Cada conector é uma chamada externa — e isso custa tempo.
Pergunte ao Copilot:
“Esse fluxo faz chamadas repetidas ao SharePoint. Como reduzir o número de requisições?”
Padrões problemáticos comuns:
- Buscar o mesmo item várias vezes
- Consultar listas inteiras sem filtro
- Chamadas sequenciais que poderiam ser paralelas
O Copilot normalmente sugere:
- Cache em variáveis
- Melhor uso de filtros OData
- Reorganização da ordem das ações
Passo 5: usar Copilot para revisar fórmulas e expressões
Em Power Apps e Power Automate, fórmulas mal escritas causam lentidão silenciosa.
Exemplo de prompt:
“Analise essa expressão e indique impactos de performance ou delegação.”
Use especialmente para:
- LookUp
- Filter
- ForAll
- Expressões em OnStart
O Copilot ajuda a:
- Explicar o que realmente está sendo executado
- Indicar risco de delegação
- Sugerir alternativas mais eficientes
Passo 6: validar performance com dados reais (obrigatório)
Este passo não pode ser pulado.
Depois das sugestões do Copilot:
- Aplique em ambiente de teste
- Compare:
- Tempo de execução
- Número de ações
- Taxa de falha
- Valide com usuários reais
Conclusão: Copilot como acelerador técnico, não solução mágica
Usado corretamente, o Copilot:
- Reduz horas de troubleshooting
- Ajuda a encontrar gargalos escondidos
- Eleva o nível técnico das automações
Usado sem critério:
- Gera falsa sensação de otimização
- Mascara problemas arquiteturais
👉 Em automação corporativa, performance vem de arquitetura. Copilot apenas ilumina o caminho.
Fale com a Trinapse e leve suas automações para o próximo nível.
Erick Alves de Moura é Head of Delivery e Arquiteto Principal da Trinapse, consultoria brasileira especializada em Microsoft 365. Acumula 14 anos de experiência em arquitetura e entrega de soluções sobre SharePoint, Power Platform, Microsoft Graph e Copilot, sempre em ambientes corporativos de grande porte.
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Ao longo da carreira, conduziu migrações de SharePoint on-premises para o SharePoint Online, desenhou intranets corporativas, automatizou processos de negócio com Power Apps e Power Automate e, mais recentemente, projetou agentes de IA integrados ao Microsoft 365.
São projetos com milhares de usuários, regras de governança rígidas e integração com sistemas legados, o tipo de cenário em que a decisão de arquitetura importa mais do que a ferramenta.
Fluente em inglês, atende clientes globais e é o arquiteto responsável pela conta da Bayer nos Estados Unidos, no Brasil, atua junto a cooperativas de crédito, agronegócio e indústria, setores com forte exigência de conformidade e continuidade operacional.
Escreve no blog da Trinapse desde 2019. São mais de 240 artigos publicados sobre SharePoint, Modern Workplace, Copilot e agentes de IA, Power Platform e automação de processos, em dois formatos: tutoriais técnicos passo a passo e análises de decisão sobre arquitetura e adoção do Microsoft 365. Todo conteúdo nasce de projeto real entregue, não de documentação traduzida.



