O Power Platform é mais do que desenvolvimento low code

Sempre existiram produtos que prometem construir aplicativos sem “escrever uma linha de código”. Entretanto, a maioria dessas ferramentas resolvem problemas muito básicos, apresentando limitações significativas de escala, integração, governança e segurança. Então, por que a Power Platform seria diferente?
O Power Platform é incrivelmente poderoso e capaz. Se você é novo no Power Platform, há muitos bons motivos para dar uma olhada, mas se você já é uma organização que usa o Office 365, ela pode estar perdendo.
Primeiramente, devemos também observar que o Power Platform é composto de Power Automate, Power Apps, Power BI e Power Virtual Agents.
Neste post vamos falar principalmente sobre Power Automate e Power Apps.
Migrando fluxos de trabalho do SharePoint para o Power Automate
Muitos podem estar começando a explorar o Power Platform como parte de sua estratégia de modernização do SharePoint. O Power Platform está posicionado como um caminho a seguir para os formulários do InfoPath e fluxos de trabalho do SharePoint.
Entretanto, antes de começar a migrar soluções, é importante ter seus ambientes Power Platform estabelecidos e um entendimento fundamental de como eles funcionam. Portanto, executar algumas etapas básicas no Power Platform – experimentar o Power Automate, Power Apps e Power BI é uma ótima maneira de começar.
O Office 365 e o Azure Active Directory tornaram isso muito mais fácil
Para clientes que já têm um tenant do Office 365, tudo de que você precisa para começar já está instalado. Como parte do seu tenant, ele se baseia em tudo o que você já configurou para gerenciar usuários, grupos, políticas, métodos de autenticação, logs de auditoria e serviços.
O Power Platform gerencia a alocação de recursos para todos os serviços subjacentes, portanto, não há VMs ou bancos de dados para você implantar. Para começar a construir fluxos e aplicativos, basta configurar um ambiente sob seu locatário e atribuir usuários e licenças.
Simplificando, há muito pouco para configurar para começar a explorar o Power Platform e se você já for uma organização no Office 365, ele já está lá esperando por você para começar.
Acesso eficaz e extensível aos dados
O Power Platform fornece uma maneira para que os usuários conectem suas contas e aproveitem um conjunto de ações e gatilhos pré-construídos para criar aplicativos e fluxos de trabalho. Os conectores abstraem todos os detalhes técnicos de como interagir com os serviços conectados a partir das soluções que você cria.
Existem conectores pré-construídos disponíveis para quase todo tipo de serviço com o qual você pode querer interagir e, mais importante, o modelo é extensível, então se você precisar trabalhar com algo que não é compatível hoje ou personalizado para sua empresa – você pode escrever seu próprio conector.
Para serviços e conectores O365, a beleza é que qualquer segurança que você tenha para os usuários é transferida para as soluções. Isso facilita a construção de soluções que acessam dados organizacionais no Office 365 sem lidar com camadas excessivas de permissões para gerenciar.
É uma ótima maneira de centralizar e administrar soluções
A Power Platform pode ajudar a resolver isso. Como faz parte do tenant do O365, os administradores da Power Platform têm visibilidade para todas as soluções desenvolvidas e compartilhadas. Você pode ver os aplicativos que os funcionários criam, quais soluções estão sendo usadas, quem as usa e configurar alertas ou ações de mitigação para aqueles que violam a política.
Os aplicativos que são criados e compartilhados em sua organização, você não precisa lidar com onde encontrá-los, mantê-los ou colocá-los. Você pode encontrá-los na página de aplicativos do Office 365, no Power Apps Mobile App ou até mesmo de dentro do SharePoint ou Teams.
Em suma
O Azure e o Office 365 estabelecem todos os blocos de construção que permitem a produtividade de uma plataforma de baixo código eficaz. O Power Platform aproveita esses recursos para tornar o desenvolvimento facilmente acessível, altamente produtivo e extensível para qualquer solução que você precise construir.
Após analisarmos os inúmeros benefícios de se utilizar o Power Platform veja o nosso guia para obter máximo proveito de uma consultoria.
Luiz Antonio Sgargeta é sócio fundador e CEO da Trinapse, consultoria brasileira de Microsoft 365 com quase duas décadas de operação, acumula mais de 20 anos em desenvolvimento de software e em ambientes corporativos de alta complexidade.
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Trabalha com SharePoint desde o SharePoint Portal Server 2003 e com .NET desde a versão 1.0. Acompanhou a plataforma em todas as suas reinvenções, do portal de documentos on-premises ao SharePoint Online dentro do Microsoft 365, o que dá a ele uma leitura rara sobre o que muda de verdade e o que é apenas nome novo para o mesmo problema.
No início da carreira atuou em uma das maiores operações de e-commerce do país, em sistemas que não toleram degradação de performance nem indisponibilidade, essa origem definiu o critério que ele aplica até hoje: solução boa é a que sustenta volume real, integra com o legado que já existe e não quebra no pico.
Depois disso, passou por praticamente todo tipo de projeto corporativo, de portais e intranets de milhares de usuários a integrações críticas e automação de processos de ponta a ponta, sempre em grandes empresas e em desafios de alta exigência.
A marca do trabalho dele é a tradução entre tecnologia e negócio, levanta a necessidade real por trás do pedido do cliente, questiona o processo antes de automatizá-lo e desenha a solução pelo resultado esperado, não pela ferramenta disponível, é o que permite conversar com a diretoria sobre retorno e com o time técnico sobre arquitetura na mesma reunião.
Hoje lidera a frente comercial e estratégica da Trinapse e conduz a empresa no novo ciclo da inteligência artificial, com foco em agentes de IA e operação de processos assistida por IA para cooperativas de crédito, agronegócio e indústria. Escreve no blog da Trinapse desde 2019, com mais de 450 artigos sobre IA, SharePoint, Power Platform, Modern Workplace e transformação de processos, sempre a partir de projeto entregue e não de teoria.



