Inovação

Copilot Studio: criando um agente que consulta dados e executa ações

Erick Alves de Moura
- Head of Delivery e Arquiteto Principal na Trinapse, Microsoft 365, Power Platform e Copilot
· 2 min de leitura
TRINAPSE - 38 - Copilot Studio criando um agente que consulta dados e executa ações

Quando se fala em Copilot, muita gente ainda associa apenas a geração de texto ou ajuda na criação de fluxos.

Mas dentro do ecossistema Microsoft, existe um ponto onde o Copilot deixa de ser assistente e passa a atuar como agente.

Esse ponto é o Copilot Studio.

Aqui, você não está só automatizando ou respondendo — você está criando um componente que:

  • entende solicitações
  • consulta dados
  • decide o que fazer
  • e pode acionar processos

Para mostrar isso de forma prática, vamos usar um cenário simples e comum.

Cenário

Consulta de status de nota fiscal.

Objetivo:

Permitir que um usuário pergunte:

“Qual o status da minha nota fiscal?”

E o agente:

  • identifique a nota
  • consulte o SharePoint
  • retorne o status
  • e, se necessário, execute uma ação (ex: reenvio para aprovação)

Criando o agente no Copilot Studio

Dentro do Copilot Studio, você começa criando um novo agente.

Define:

  • nome
  • descrição
  • comportamento inicial

Tela inicial do Copilot Studio com configuração de agente, incluindo definição de instruções, modelo e painel de testes em tempo real.

Definindo a base de conhecimento

O agente precisa saber onde buscar informação.

Você pode conectar:

  • SharePoint
  • Dataverse
  • documentos
  • APIs

Nesse caso, vamos usar uma lista do SharePoint com notas fiscais.

Tela de adição de conhecimento no Copilot Studio com opções de upload de arquivos, integração com SharePoint, OneDrive e outras fontes de dados.

Criando a ação (integração com Power Automate)

Aqui entra o ponto mais importante:

O agente não executa diretamente — ele chama uma ação.

Você cria um fluxo no Power Automate que:

  • recebe o ID da nota
  • consulta o SharePoint
  • retorna o status

Tela de configuração de gatilhos no Copilot Studio com opções como novo e-mail, criação de item no SharePoint e eventos do Microsoft Forms.

Conectando o agente ao fluxo

No Copilot Studio, você associa essa ação ao agente.

Define:

  • quando usar
  • quais parâmetros enviar
  • como interpretar a resposta

Testando o agente

Agora você testa direto no ambiente.

Exemplo de pergunta:

“Qual o status da nota 12345?”

O agente:

  1. Interpreta a pergunta
  2. Identifica o número da nota
  3. Chama o fluxo
  4. Recebe o resultado
  5. Responde ao usuário

O que esse cenário demonstra

Esse exemplo é simples, mas mostra bem o papel do agente:

  • Ele não é só interface
  • Ele não é só automação
  • Ele conecta os dois

O que o agente resolveu (e o que não resolve sozinho)

Resolve

  • interpretação da pergunta
  • escolha da ação correta
  • integração com o fluxo
  • resposta contextual

Ainda depende de você

  • modelagem dos dados
  • criação do fluxo
  • definição das ações
  • controle de acesso

Conclusão

O Copilot Studio não substitui Power Automate nem SharePoint.

Ele organiza como esses componentes são usados.

Antes:
o usuário precisava acessar sistema ou fluxo

Agora:
o usuário interage com o agente e o agente resolve o caminho

No fim, a diferença é simples:

Você deixa de expor processo e passa a expor capacidade.

Comece criando um agente simples no Copilot Studio e evolua para cenários mais avançados com integração ao Power Automate.


Erick Alves de Moura
Head of Delivery e Arquiteto Principal na Trinapse, Microsoft 365, Power Platform e Copilot

Erick Alves de Moura é Head of Delivery e Arquiteto Principal da Trinapse, consultoria brasileira especializada em Microsoft 365. Acumula 14 anos de experiência em arquitetura e entrega de soluções sobre SharePoint, Power Platform, Microsoft Graph e Copilot, sempre em ambientes corporativos de grande porte.

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Ao longo da carreira, conduziu migrações de SharePoint on-premises para o SharePoint Online, desenhou intranets corporativas, automatizou processos de negócio com Power Apps e Power Automate e, mais recentemente, projetou agentes de IA integrados ao Microsoft 365.

São projetos com milhares de usuários, regras de governança rígidas e integração com sistemas legados, o tipo de cenário em que a decisão de arquitetura importa mais do que a ferramenta.

Fluente em inglês, atende clientes globais e é o arquiteto responsável pela conta da Bayer nos Estados Unidos, no Brasil, atua junto a cooperativas de crédito, agronegócio e indústria, setores com forte exigência de conformidade e continuidade operacional.

Escreve no blog da Trinapse desde 2019. São mais de 240 artigos publicados sobre SharePoint, Modern Workplace, Copilot e agentes de IA, Power Platform e automação de processos, em dois formatos: tutoriais técnicos passo a passo e análises de decisão sobre arquitetura e adoção do Microsoft 365. Todo conteúdo nasce de projeto real entregue, não de documentação traduzida.

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