Copilot Studio: criando um agente que consulta dados e executa ações

Quando se fala em Copilot, muita gente ainda associa apenas a geração de texto ou ajuda na criação de fluxos.
Mas dentro do ecossistema Microsoft, existe um ponto onde o Copilot deixa de ser assistente e passa a atuar como agente.
Esse ponto é o Copilot Studio.
Aqui, você não está só automatizando ou respondendo — você está criando um componente que:
- entende solicitações
- consulta dados
- decide o que fazer
- e pode acionar processos
Para mostrar isso de forma prática, vamos usar um cenário simples e comum.
Cenário
Consulta de status de nota fiscal.
Objetivo:
Permitir que um usuário pergunte:
“Qual o status da minha nota fiscal?”
E o agente:
- identifique a nota
- consulte o SharePoint
- retorne o status
- e, se necessário, execute uma ação (ex: reenvio para aprovação)
Criando o agente no Copilot Studio
Dentro do Copilot Studio, você começa criando um novo agente.
Define:
- nome
- descrição
- comportamento inicial

Definindo a base de conhecimento
O agente precisa saber onde buscar informação.
Você pode conectar:
- SharePoint
- Dataverse
- documentos
- APIs
Nesse caso, vamos usar uma lista do SharePoint com notas fiscais.

Criando a ação (integração com Power Automate)
Aqui entra o ponto mais importante:
O agente não executa diretamente — ele chama uma ação.
Você cria um fluxo no Power Automate que:
- recebe o ID da nota
- consulta o SharePoint
- retorna o status

Conectando o agente ao fluxo
No Copilot Studio, você associa essa ação ao agente.
Define:
- quando usar
- quais parâmetros enviar
- como interpretar a resposta
Testando o agente
Agora você testa direto no ambiente.
Exemplo de pergunta:
“Qual o status da nota 12345?”
O agente:
- Interpreta a pergunta
- Identifica o número da nota
- Chama o fluxo
- Recebe o resultado
- Responde ao usuário
O que esse cenário demonstra
Esse exemplo é simples, mas mostra bem o papel do agente:
- Ele não é só interface
- Ele não é só automação
- Ele conecta os dois
O que o agente resolveu (e o que não resolve sozinho)
Resolve
- interpretação da pergunta
- escolha da ação correta
- integração com o fluxo
- resposta contextual
Ainda depende de você
- modelagem dos dados
- criação do fluxo
- definição das ações
- controle de acesso
Conclusão
O Copilot Studio não substitui Power Automate nem SharePoint.
Ele organiza como esses componentes são usados.
Antes:
o usuário precisava acessar sistema ou fluxo
Agora:
o usuário interage com o agente e o agente resolve o caminho
No fim, a diferença é simples:
Você deixa de expor processo e passa a expor capacidade.
Erick Alves de Moura é Head of Delivery e Arquiteto Principal da Trinapse, consultoria brasileira especializada em Microsoft 365. Acumula 14 anos de experiência em arquitetura e entrega de soluções sobre SharePoint, Power Platform, Microsoft Graph e Copilot, sempre em ambientes corporativos de grande porte.
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Ao longo da carreira, conduziu migrações de SharePoint on-premises para o SharePoint Online, desenhou intranets corporativas, automatizou processos de negócio com Power Apps e Power Automate e, mais recentemente, projetou agentes de IA integrados ao Microsoft 365.
São projetos com milhares de usuários, regras de governança rígidas e integração com sistemas legados, o tipo de cenário em que a decisão de arquitetura importa mais do que a ferramenta.
Fluente em inglês, atende clientes globais e é o arquiteto responsável pela conta da Bayer nos Estados Unidos, no Brasil, atua junto a cooperativas de crédito, agronegócio e indústria, setores com forte exigência de conformidade e continuidade operacional.
Escreve no blog da Trinapse desde 2019. São mais de 240 artigos publicados sobre SharePoint, Modern Workplace, Copilot e agentes de IA, Power Platform e automação de processos, em dois formatos: tutoriais técnicos passo a passo e análises de decisão sobre arquitetura e adoção do Microsoft 365. Todo conteúdo nasce de projeto real entregue, não de documentação traduzida.



