Inovação

Agentes de IA na Microsoft: o que são e onde entram na Power Platform

Luiz Antonio Sgargeta
- Sócio fundador e CEO da Trinapse, IA aplicada, Microsoft 365 e Power Platform
· 2 min de leitura
TRINAPSE - 18 - Agentes de IA na Microsoft o que são e onde entram na Power Platform

A Microsoft começou a usar o termo “agente” com mais frequência — e isso tem gerado uma certa confusão.

Na prática, muita gente ainda trata Copilot, chatbot e automação como a mesma coisa.

Mas não são.

Se você trabalha com Power Platform, entender essa diferença é importante — porque muda a forma como você desenha solução.

O que é um agente de IA (na prática)

Um agente de IA não é um chatbot e nem um fluxo automatizado.

Ele é uma camada que fica entre:

  • a entrada (usuário, e-mail, sistema)
  • e a execução (fluxos, APIs, dados)

Com uma função clara: interpretar o contexto e decidir o que fazer.

Enquanto o fluxo executa e o chatbot responde, o agente:

  • entende a solicitação
  • analisa o cenário
  • escolhe o próximo passo
  • aciona as ações necessárias

Sem depender exclusivamente de regras fixas.

Diferença prática dentro da Power Platform

Componente

Papel

Power Automate

Executa ações

Power Apps

Interface

AI Builder

Extrai e interpreta dados

Copilot

Apoia criação e interação

Agente (Copilot Studio)

Decide o que deve acontecer

Onde o agente está no ecossistema Microsoft

Hoje, o conceito de agente aparece principalmente em três pontos:

1. Copilot Studio

É onde você estrutura o comportamento do agente.

Você define:

  • como ele interpreta solicitações
  • quais fontes de dados utiliza
  • quais ações pode executar

E principalmente:
quando ele deve acionar um fluxo ou responder sozinho

2. Integração com Power Automate

O agente não executa diretamente — ele orquestra.

Quando necessário, ele chama:

  • fluxos
  • APIs
  • ações específicas

Ou seja:
o fluxo continua existindo
mas deixa de ser o ponto central da lógica

3. Uso de dados (Dataverse, SharePoint, etc.)

O agente utiliza dados para tomar decisão.

Pode ser:

  • lista do SharePoint
  • tabela no Dataverse
  • documentos
  • e-mails

A qualidade dessa base impacta diretamente o comportamento dele.

Exemplo prático

Cenário: solicitação de informação sobre uma nota fiscal.

Antes:

  • usuário pergunta
  • chatbot responde com base em FAQ
  • ou fluxo consulta um sistema específico

Agora com agente:

  1. O agente interpreta a pergunta
  2. Identifica que se trata de uma nota fiscal
  3. Consulta o SharePoint
  4. Verifica status
  5. Decide a resposta
  6. Se necessário, aciona um fluxo (ex: reenvio para aprovação)

Sem precisar de um caminho fixo para cada variação da pergunta.

O que muda na prática

Você não deixa de usar Power Automate.
Você não deixa de usar SharePoint.

Mas muda onde está a inteligência.

Antes:
a lógica ficava no fluxo

Agora:
a lógica começa a ficar no agente

Conclusão

Agente de IA não substitui o que você já usa na Power Platform.

Ele reorganiza o papel de cada componente.

  • O fluxo continua executando
  • O dado continua sendo armazenado
  • A interface continua existindo

Mas a decisão — que antes era baseada em regra —
passa a ser baseada em interpretação.

E é isso que permite lidar melhor com o que sempre existiu nos processos reais:

  • Variação
  • Exceção
  • Falta de padrão

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Luiz Antonio Sgargeta
Sócio fundador e CEO da Trinapse, IA aplicada, Microsoft 365 e Power Platform

Luiz Antonio Sgargeta é sócio fundador e CEO da Trinapse, consultoria brasileira de Microsoft 365 com quase duas décadas de operação, acumula mais de 20 anos em desenvolvimento de software e em ambientes corporativos de alta complexidade.

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Trabalha com SharePoint desde o SharePoint Portal Server 2003 e com .NET desde a versão 1.0. Acompanhou a plataforma em todas as suas reinvenções, do portal de documentos on-premises ao SharePoint Online dentro do Microsoft 365, o que dá a ele uma leitura rara sobre o que muda de verdade e o que é apenas nome novo para o mesmo problema.

No início da carreira atuou em uma das maiores operações de e-commerce do país, em sistemas que não toleram degradação de performance nem indisponibilidade, essa origem definiu o critério que ele aplica até hoje: solução boa é a que sustenta volume real, integra com o legado que já existe e não quebra no pico.

Depois disso, passou por praticamente todo tipo de projeto corporativo, de portais e intranets de milhares de usuários a integrações críticas e automação de processos de ponta a ponta, sempre em grandes empresas e em desafios de alta exigência.

A marca do trabalho dele é a tradução entre tecnologia e negócio, levanta a necessidade real por trás do pedido do cliente, questiona o processo antes de automatizá-lo e desenha a solução pelo resultado esperado, não pela ferramenta disponível, é o que permite conversar com a diretoria sobre retorno e com o time técnico sobre arquitetura na mesma reunião.

Hoje lidera a frente comercial e estratégica da Trinapse e conduz a empresa no novo ciclo da inteligência artificial, com foco em agentes de IA e operação de processos assistida por IA para cooperativas de crédito, agronegócio e indústria. Escreve no blog da Trinapse desde 2019, com mais de 450 artigos sobre IA, SharePoint, Power Platform, Modern Workplace e transformação de processos, sempre a partir de projeto entregue e não de teoria.

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