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Datatype no Power Query: O erro que quebra seu Power BI

Erick Alves de Moura
- Head of Delivery e Arquiteto Principal na Trinapse, Microsoft 365, Power Platform e Copilot
· 2 min de leitura
Datatype no Power Query: O erro que quebra seu Power BI

Se você já trabalhou com Power BI, provavelmente já alterou o tipo de uma coluna no Power Query quase no automático.

Mas aqui está o ponto que muita gente ignora:

A conversão de tipos de dados no Power Query impacta diretamente performance, compressão e comportamento do modelo no Power BI.

E não — isso não é só detalhe técnico.

É o tipo de decisão que separa um modelo simples de um modelo escalável.

O Problema (Simples e comum)

O Power BI tenta adivinhar os tipos automaticamente…

E erra com frequência.

Exemplos clássicos:

Cenário

Problema

ID como número

Ocupa mais espaço e piora compressão

Data com horário (DateTime)

Aumenta cardinalidade

Texto longo desnecessário

Reduz eficiência do modelo

O Impacto Real

Quando o tipo está errado:

  • Modelo fica maior
  • Refresh mais lento
  • Performance cai
  • DAX pode se comportar diferente

Tudo isso silenciosamente.

O Que Fazer (Na Prática)

1. Ajustar tipo de dado corretamente

Menu do Power Query exibindo a opção "Change Type" com destaque para o tipo de dado "Fixed decimal number" aplicado à coluna Sales.

Lista de tipos de dados disponíveis no Power Query, incluindo decimal, moeda, número inteiro, porcentagem, data e texto.

No Power Query:

  • Clique no ícone da coluna (ABC / 123 / calendário)
  • Defina o tipo correto manualmente

2. Use o tipo mais simples possível

Barra de ferramentas do Power Query com o tipo de dado definido como "Text" e menu suspenso mostrando outras opções de tipo de dados.

Menu de seleção de tipo de dados no Power BI com a opção "Date" destacada na guia Column tools.

Regra de ouro:

  • Inteiro → melhor que decimal
  • Date → melhor que DateTime
  • Boolean → ideal para flags

Menos complexidade = melhor compressão

3. Evite alta cardinalidade

Diagrama de relacionamento no Power BI mostrando duas tabelas conectadas com cardinalidade muitos-para-um entre Sales e Product.

Evite colunas com muitos valores únicos:

  • Data + hora completa
  • IDs complexos sem necessidade
  • Textos livres

Isso impacta diretamente o desempenho.

4. Valide os steps no Power Query

Painel Query Settings no Power Query exibindo etapas aplicadas, incluindo filtros, junções e definição de tipos de dados.

Sempre verifique:

  • Step “Changed Type” foi criado
  • Está na ordem correta
  • Não foi sobrescrito por outro step

Resultado Esperado

Aplicando essas boas práticas:

  • Modelo mais leve
  • Melhor compressão
  • Dashboards mais rápidos
  • Escalabilidade real

Conclusão

Datatype conversion no Power Query pode parecer um detalhe técnico — mas na prática, é uma decisão que impacta diretamente a qualidade do seu modelo no Power BI.

Pequenos ajustes aqui resultam em:

  • Melhor performance
  • Menor consumo de memória
  • Modelos mais escaláveis

No final, não se trata apenas de corrigir tipos de dados.

Trata-se de construir um modelo eficiente desde a base.

Quer sair do básico e construir modelos realmente eficientes no Power BI?
Continue acompanhando o blog da Trinapse e aprenda na prática como criar soluções escaláveis com Power Platform.


Erick Alves de Moura
Head of Delivery e Arquiteto Principal na Trinapse, Microsoft 365, Power Platform e Copilot

Erick Alves de Moura é Head of Delivery e Arquiteto Principal da Trinapse, consultoria brasileira especializada em Microsoft 365. Acumula 14 anos de experiência em arquitetura e entrega de soluções sobre SharePoint, Power Platform, Microsoft Graph e Copilot, sempre em ambientes corporativos de grande porte.

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Ao longo da carreira, conduziu migrações de SharePoint on-premises para o SharePoint Online, desenhou intranets corporativas, automatizou processos de negócio com Power Apps e Power Automate e, mais recentemente, projetou agentes de IA integrados ao Microsoft 365.

São projetos com milhares de usuários, regras de governança rígidas e integração com sistemas legados, o tipo de cenário em que a decisão de arquitetura importa mais do que a ferramenta.

Fluente em inglês, atende clientes globais e é o arquiteto responsável pela conta da Bayer nos Estados Unidos, no Brasil, atua junto a cooperativas de crédito, agronegócio e indústria, setores com forte exigência de conformidade e continuidade operacional.

Escreve no blog da Trinapse desde 2019. São mais de 240 artigos publicados sobre SharePoint, Modern Workplace, Copilot e agentes de IA, Power Platform e automação de processos, em dois formatos: tutoriais técnicos passo a passo e análises de decisão sobre arquitetura e adoção do Microsoft 365. Todo conteúdo nasce de projeto real entregue, não de documentação traduzida.

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