Dataverse sem mistério: o que é e por que é o coração da Power Platform
Se você já criou um app no Power Apps, automatizou um processo no Power Automate ou montou um fluxo simples…

No primeiro artigo, a gente viu por que o Dataverse vira o “coração” da Power Platform quando o app deixa de ser um piloto e passa a precisar de governança, segurança e consistência.
Agora é hora de entender o que faz o Dataverse funcionar bem no mundo real — sem entrar em tecnicês desnecessários.
A ideia aqui é simples: explicar como o Dataverse se organiza, quais decisões importam (e quais costumam dar dor de cabeça), e como montar uma base pronta para crescer. No próximo artigo, aí sim, a gente entra em cenários práticos e checklist de decisão.
Quando alguém diz “vamos usar Dataverse”, a tentação é criar uma tabela e começar a jogar campos dentro, do jeito que faríamos numa planilha.
Funciona por alguns dias. Depois aparecem sintomas conhecidos:
No Dataverse, a parte mais valiosa não é “guardar dados”, é modelar bem desde cedo.
Uma regra prática: tabela representa uma entidade do negócio, não uma tela do aplicativo.
Exemplos de entidades comuns:
Se você cria tabela “Tela1”, “Cadastro2”, “FormulárioNovo”, quase sempre está sinalizando que o modelo vai ficar confuso e difícil de manter.
Dica simples: nomeie tabelas pelo “substantivo” do processo.

Coluna não é só “um campo”. A escolha do tipo de dado define como você valida, filtra, integra e reporta.
Alguns exemplos clássicos:
Quando você deixa campos críticos como texto livre (“aprovado”, “Aprovado”, “APROVADO”), o app começa a “mentir” nos relatórios.
Na prática, a maioria dos processos corporativos não cabe numa lista única. Eles têm “um registro principal” e coisas relacionadas.
Exemplos fáceis de visualizar:
Quando você estrutura isso com relacionamentos, você ganha:
Em outras palavras: você para de “simular banco” em planilha.

Um app corporativo normalmente precisa impedir situações do tipo:
A base bem modelada + regras claras fazem o app depender menos de “alerta na tela” e mais de consistência de verdade.
Aqui está um dos maiores motivos para Dataverse existir no contexto corporativo.
Em projetos reais, você quase sempre precisa de:
Uma forma simples de pensar é:
Se isso não está claro, o app cresce e a segurança vira retrabalho.

Quando o time começa a criar vários apps e fluxos, surgem necessidades práticas:
Esse tema pode ficar profundo — mas o essencial é: Dataverse faz mais sentido quando você quer consistência no conjunto, não só em um app.
Se o primeiro artigo respondeu “o que é e por que importa”, este segundo fecha a lacuna que muita gente sente: como estruturar do jeito certo para não virar retrabalho.
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